
De mãos atadas: sem poder matar bebês e lucrar muito dinheiro com isso, médicos nicaraguenses sensibilizam a Anistia Internacional.
A Nicarágua disse à Organização das Nações Unidas (ONU), nesta semana, em Genebra, que não vai voltar atrás na proibição ao aborto “terapêutico”. Desde 2006 o país sofre pressões de organizações abortistas, inclusive da Anistia Internacional (que considera o aborto um direito humano), por ter proibido a prática do aborto mesmo em casos de estupro, incesto ou quando a gravidez representar risco à vida da mãe.
Nem a mãe nem o médico podem, atualmente, matar a criança por nascer sem estarem praticando um crime, é o que, em resumo, diz o Código Penal revisado. A mudança acabou com uma lei de mais de cem anos que previa a não punição da mãe e do médico que realizassem abortos em casos de exceção, ou como diz a indústria do aborto, em caso de “abortos terapêuticos”.
A ministra de Governo da Nicarágua, Ana Isabel Morales, afirmou à ONU - informou o jornal La Prensa - que o governo nicaraguense não considera ceder às pressões internacionais de legalização do aborto:
A maioria dos cidadãos nicaraguenses considera importante o direito à vida do nascituro, que também é um ser humano com o gozo do direito à vida. Considera também que o aborto não é um método de controle de natalidade apropriado (…) e pensa que a solução [para isso é] realmente o uso dos métodos anticoncepcionais”.
Vale ressaltar que o contínuo rechaço do “aborto terapêutico”, na Nicarágua, não é consequência somente do empenho de grupos pró-vida. No passado também uma ONG feminista pró-aborto contribuiu muito para isso.
A história é conhecida e tem amplos registros nos meios de comunicação na Nicarágua e da Costa Rica. Já li várias vezes, mas vou resumir pra você: em 2007 o Governo da Nicarágua descobriu que o grupo de feministas que usou uma menina estuprada para comover todo o país e conseguir assim a legalização do aborto, simplesmente acobertava um estuprador (e facilitou inclusive a fuga dele de um país vizinho), o próprio pai da menina. Todo o caso está registrado, em pormenores, em Rapto e Aborto na Nicarágua.
Ao que tudo indica, o aborto terapêutico e seus defensores, na Nicarágua, jazem aqui:












