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Apagado do site da CNBB, o artigo contra o aborto continua disponível no cache do Google. Simples: o site de buscas arquiva por alguns dias as páginas deletadas de alguns endereços eletrônicos. Quem acessa o cache comprova que, verdadeiramente, o artigo Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus , de autoria do bispo de Guarulhos (SP), Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, foi publicado no site da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e… Apagado!
O apagão da CNBB custou caro. Antes restrita à leitura dos fiéis mais assíduos aos blogs, sites e listas de discussão católicas, a mensagem de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini ganhou ampla repercussão ao ser divulgada nos noticiários de grandes portais brasileiros como O Globo, Terra, Estadão, G1. No artigo o bispo recomenda “a todos verdadeiros cristãos e verdadeiros católicos que não dêem seu voto à Senhora Dilma Rousseff e demais candidatos que aprovam tais “liberações” [legalização do aborto, casamento gay...], independentemente do partido a que pertençam”.
Artigo apagado, iluminou-se o debate entre todos que são contrários à legalização do aborto no Brasil: pode-se votar, para presidente do Brasil, em um candidato(a) comprometido com a legalização do aborto? É claro que não. E a razão é simples! O voto em um abortista legalizará o aborto em nosso país, tornará o crime um direito e abrirá as portas para que os verdadeiros direitos de cada ser humano possam ser cerceados por questões políticas, pressões de lobbies de grupos ideológicos, ou por mero capricho de autoritarismo. Afinal, quando o ser humano não tem seu principal direito respeitado, o direito de nascer, que outros direitos podem lhes ser garantidos?
Se é óbvio que eleger um candidato comprometido com a legalização do aborto não é direito, por qual razão um artigo de um bispo católico que apenas repercute esse consenso deve ser apagado do site oficial da Conferência dos Bispos do Brasil? Certamente por razões pouco democráticas, para dizermos o mínimo. Espanta o mau exemplo dado pelo veículo oficial da CNBB, instituição tão afim com as lutas pela liberdade e preservação dos direitos humanos neste país.
Com o apagão registrado pelo cache do Google e por tantos veículos de comunicação da grande mídia a CNBB tem uma oportunidade especial para aprender que suas nobres lutas não têm o direito de serem partidárias e diminutas quando potencialmente desagradáveis aos que se dispõem a governar esta nação.
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Print screen gigante: veja o artigo apagado do site da CNBB.
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