
No sábado à noite, com a gata e os amigos, no segundo andar da pizzaria,– distante da festinha infantil com os hits dos anos 80… criança de hoje sabe o que é Thundercats… Ainda há salvação! – encontrei o momento oportuno para conquistar adesões a minha mais nova tese (não lembro da última…) sobre a necessidade de devolver à religião ocidental o potencial masculino já tão ofuscado.
“Então, é um assunto polêmico… Mas a questão é que somos muito bonzinhos… É! O discurso é muito bonzinho. Sugiro mudanças!”
Interessante, eles pensaram. Dis-cur-so. Uh… Sim, discurso! Talvez eu também tenha sido idiotizado com as disciplinas de discurso social, mas foi amor à primeira vista. Existem certas coisas das quais só nos arrependemos depois dos 40. Ainda tenho muito tempo!
Bom, conversa vai, conversa vem, eu me expliquei em meio a algum protesto contra a sugestão pacífica de fazer um fogueirão com camisinhas em vez de apenas “convidarmos” o resto do mundo para ser casto. “Por que os homens não se interessam pela Igreja com tanta facilidade quanto as mulheres? Por quê?”
Perguntar é uma estrégia velha como Aristóteles! Mas sempre funciona. Ao menos calam a boca e deixam você falar.
“É… Já se perguntaram? Eu tenho uma tese sobre isso”.
Senhor, a pizza de banana foi trocada pela pizza baiana. Avisou o garçom, num momento histórico para as pizzas doces, tão femininas, a começar pela decoração. Mas nada como uma namorada desejosa de pizza de banana para exigir uma ação do garçom. Ah! Não… Baiana não… O pedido foi banana com cerejas.
Sabe, vocês mulheres não imaginam quantas experiências um homem se permite viver quando ama. Banana? Com cerejas?! Realmente é uma pizza doce. Mas tudo em nome do empenho para saber se valerá a pena isso de “na alegria e na tristeza”…. E não sei bem em qual desses momentos poderia classificar a pizza de banana com cerejas.
Mas a tese, a tese, também foi servida. E, melhor que um “é verdade” ou “fale mais”, é o “hum…”. Não sei se por questão de regionalismo lingüístico, mas o “hum” recebido após o anúncio de uma tese satisfaz incrivelmente.
Ok. A tese! Bom, eu estava no terminal de ônibus quando pensei no assunto (suspeito que os terminais sejam areópagos importantíssimos para uma maioria silenciosa). Ei-la: A Igreja, como o mundo, trocou o discurso masculino pelo feminino. E, agora, devemos recuperar o equilíbrio desses dois discursos.
Se no passado o pedido da vez eram as cruzadas e inquisições (santas inquisições, Batman!), hoje a novidade da casa é o ecumenismo. Todo mundo fala de ecumenismo! Até quem não tem religião, para não se sentir pagão, coloca uma fatia de ecumenismo na roda de conversa.
Polêmicas à parte, as cruzadas e inquisições eram algo típico de uma era masculina. O masculino é, basicamente, o conflito! Verdade. Meninos gostam de jogos de estratégia onde se pode matar ou morrer. Gostam de futebol e se divertem com os embates entre Alemão e Caubói, no Big Brother Brasil.
Ecumenismo é feminino. E o feminino é a conciliação! Conflitar para que se podemos conciliar? Não por acaso foi um “Concílio” que impulsionou o ecumenismo no mundo. Ok, eu forcei. Mas a idéia é esta: conflito é típico do discurso masculino, já a conciliação o é para o feminino.
Por isso que, em uma Igreja onde o discurso feminino é aplaudido em detrimento do masculino, os homens pouco se interessam pelo sagrado.
E se notarmos bem, nos sites ditos ‘em defesa da fé’, de onde partem a maioria dos artigos e das perguntas? Dos homens! Eles encontraram nesse locias um refúgio para a não demonização da masculinidade. No debate ‘em defesa da fé’, os gestos agressivos são legitimados, aplaudidos, embora sempre haja uma pressão do tipo “podemos moderar na próxima vez, né?”
As mulheres de igreja, na internet, são maioria na participação de sites devocionais, sobre aparições, testemunhos ou até mesmo o site daquele padre que se assemelha ao genro que toda sogra gostaria de ter. É claro que as mulheres também podem se sentir confortáveis nos sites religiosos “masculinos”! Mas, em geral, é por pura tentativa de amenizar os debates acalourados ou defender o que houver de discurso conciliatório.
Deixei para o final uma frase inédita: “Não. Não é machismo!” Mas não é mesmo. É uma questão de revitalizar os espaços masculinos, o discurso que é próprio ao lado XY da éspecie. Um embate árduo! Comecemos pelas pizzas, agora tão doces e conciliatórias.







Huumm….
Wagner, meu querido amigo, obrigado mais uma vez por andar pelo meu Blog, não sei se tenho capacidades para fazer este desenho que me pedes…rs, mas posso tentar.
abraços fraternos.
Calma, Waguinho. Os discursos conciliatórios feministóides estão com os dias contados na Igreja. O papa é Ratzinger! O papa é Bento! O papa é Benedito! O papa é bendito!
Discurso masculino! Boa sacada! Acho que é justamente o que a Igreja do século XXI precisava. E o Espírito Santo parece estar tomando as providências necessárias. A exortação “Sacramentum Caritatis” é sinal de bons tempos que virão…
[...] Mais um mineiro… Jump to Comments “Os homens têm a guerra como amante, embora esposem a paz”. Quem revela é o mineiro Affonso Romano de Sant’Anna. É um poema longo e sincero. Um desejo atual por uma Igreja de guerra, porque a Igreja de paz só nos desvirtuou. [...]
[...] Sobre o discurso religioso masculino e o feminino: por aqui… [...]
[...] Mais do mesmo, mas de um ângulo diferente: Uma tese para as massas [...]