
Nesta sexta-feira o Brasil decide quando começa a vida. A decisão será consequência do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a inconstitucionalidade de dispositivos da Lei de Biossegurança. Essa lei aprovou o uso de embriões em pesquisas no ano de 2005, o que foi contestado pelo ministro Carlos Ayres Britto, que considera inconstitucionais os dispositivos da lei.
Será a primeira vez que o STF realizará uma audiência pública, mas nem por isso o público poderá participar ativamente. Nesta, somente os ministros do STF poderão elaborar perguntas aos especialistas convidados.
São 17 especialistas debatendo a respeito do uso de células-tronco de embriões humanos em pesquisas e terapias. O resultado desse debate influenciará o julgamento do STF sobre a questão, e pode alterar a Constituição e o sistema jurídico do Brasil.
O médico oncologista Drauzio Varella e a bióloga Mayana Zatz são alguns dos especialistas convidados. Além de ser favorável ao uso de embriões humanos em pesquisas,Drauzio Varella defende o aborto. Mayana Zatz também.

A Rede Globo de Televisão deu amplo espaço à geneticista durante todo período em que a Lei de Biossegurança esteve em votação. O doutor Drauzio Varella é famoso por suas reportagens para o Fantástico (da Rede Globo de Televisão). Ele já entrevistou ela.
À premiada Mayana Zatz falta o prêmio de melhor chantagem emocional. É dela esta fala:
“- (…) Eu queria ver se alguém com o filho na cadeira de rodas, sabendo que ele está condenado, teria a coragem de olhar nos olhos dessa criança e dizer…Olha, o embrião congelado é mais importante que a tua vida! Por isso defendo que é preciso ouvir as pessoas portadoras dessas doenças, porque representam um drama enorme que a população desconhece.(….) O drama maior enfrentam as crianças e jovens que estão morrendo e das quais se está tirando a única esperança de tratamento.”
Para a chantagem, um prêmio, e para a ironia?
“[Considerar que um óvulo fecundado por um espermatozóide é uma vida], nesse sentido, toda a vez que a mulher menstrua também perde a chance de ter um óvulo fecundado e está desperdiçando uma vida naquele momento”.
Se além de uma coluna no Portal de Notícias da Globo, Mayana Zatz ganhasse um papel nas novelas da Globo, que papel ganharia? Por certo, não seria heroína, já que essas não fazem chantagem, nem são irônicas.
Bom, o debate será transmitido ao vivo pela TV Justiça das 9h às 12h e das 15h às 19h e não dá pra ver pela internet. Quem tiver SKY poderá acompanhar tudo pelo canal 95. Pela DirecTV pode-se acompanhar o debate pelo canal 209. Em São Luís a TVN retransmite pelo canal 59.
Sobre a foto lá em cima… O olhar da bióloga foi um registro da revista Veja, em sua edição 1878, de 3 de novembro de 2004.
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Post Scriptum: Dá para ouvir a audiência pela Rádio Justiça!







Agora eu não estou te entendendo, Wagner. Você defende as vidas que “ainda” não são vidas (não estou falando como biólogo), mas é contra a esperança das pessoas que têm problemas (leia-se doença, ou deficiência) e que podem ser resolvidos com as células tronco. Acho que existe um pouco de contradição por aí.
Felipe
Pois me entenda, Felipe: A pessoa que está no ventre está apenas em uma etapa do ciclo da VIDA, portanto está viva. Há mais de 100 anos TODOS os tratados médicos definem que a vida inicia com a fecundação.
Não é um conceito subjetivo. É uma definição. A vida humana nunca é “ainda não são vidas”, desde a fecundação que todos nós estávamos vivos.
Quando a “esperança” das pessoas que tem problemas, como você menciona, está na morte de outras pessoas, então não se trata de esperança, mas de puro desespero. Tenho certeza que nossos cientistas poderão desenvolver meios que de fato satisfaçam a esperança, meios que salvem vidas sem precisar destruir outras.
Tirar a chance de inúmeras pessoas de ter uma vida melhor, merece muito mais um papel na novela das oito, e não será de herói.
É de uma extrema falta de amor ao próximo ser contrário a essas pesquisas, o Brasil é um Estado laico e às pessoas tem que vê-lo como tal.
Que chance? 30 anos se passaram e as pesquisas com embriões, além de destruírem a vida humana, não curaram uma frieira sequer. Não por acaso a indústria farmacêutica que insiste em investir nessas pesquisas sofre quedas em suas ações. A grande maioria dos cientistas já deixaram de lado essas pesquisas por saberem que as únicas células que de fato garantem chances de cura são as células-tronco ADULTAS. O Brasil é um Estado laico, mas a laicidade dele nada tem a ver com a laicidade francesa, mexicana, por conta da qual se matava os religiosos… A laicidade do Brasil respeita a história cultural e religiosa do país. De qualquer forma defender a vida e uma esperança real para quem necessita de tratamento nada tem a ver com laicidade ou religião.