É proibido publicar que o judaísmo é a religião da bióloga Mayana Zatz? Demorou, mas a Folha de S. Paulo finalmente mencionou o fato, ainda que de forma indireta, por meio do discurso do ex-Procurador Geral da República, Cláudio Fonteles.
Foi publicado no último sábado, 21 de abril:

Na Folha de S. Paulo os repórteres da editoria de ciência devem trazer uma “colinha” no bolso: críticas científicas às insuficiências epistêmicas dos atuais paradigmas científicos = “religião se contrapõe ao avanço científico”.
Ah, bom! E quando se pensava que não caberia mais preconceito em toda essa história de “religião que emperra a ciência”… Surpresa!
Ainda na publicação do último sábado, 21 de abril:

Anti-semitas. Foi o que disse “a brasileira nascida em Israel” em resposta não ao “brasileiro nascido no Rio de Janeiro”, mas ao “franciscano que recrutou cientistas vinculados à Igreja Católica”. E, tudo isso, não qualifica anti-catolicismo… E, daqui pra frente, qualquer palavra sobre “fecundação/vida” será mero anti-semitismo.
É incrível! Mas acontece no Brasil.







[...] A brasileira nascida em Israel [...]
[...] Obscurantismo, atraso, cegueira medieval. Se os termos fossem aplicados ao judaísmo, religião na qual foram formados a geneticista, Mayana Zatz, e o empresário de mídia, Victor Civitta, não demoraria muito para que alegassem anti-semitismo. [...]
Isso é perseguição. Estamos em um país livre no qual todos tem o direito de expressar suas opiniões. A Dra. Mayana, expressa aquilo que estudou e tem conhecimento e, não por virtude de sua religião. Na verdade está na hora de parar de decidir opiniões sobre assuntos ligados à humanidade conforme doutrina religioso. Sabemos que isso só trás atraso, morte e sofrimento à humanidade. Já era para a Igreja Católica ter aprendido a lição. E se não, basta olhar para o oriente e ver a matança e o sofrimento causando pela religião. A opinião de uma minoria de líderes religiosos, não pode tomar por verdade a toda uma nação. Enquanto por interesses de líderes da Igreja, milhões de cidadões mundanos estão morrendo, por conta do atraso religioso.
Realmente: perseguição contra o catolicismo. E não é só no Brasil. Mas a resposta à loucura de uns e outros em nome da “ciência” está aí: as pesquisas, em 30 anos, não curaram ninguém.