
É difícil sensibilizar homens para defender a vida desde sua concepção se, para isso, houver persistência no discurso de “maternidade”, no discurso “feminino” que geralmente direciona as ações pró-vida.
Como falar ao “instinto de paternidade”, como usar um discurso “masculino” na sensibilização em prol da defesa da vida do nascituro, do feto?
Para o discurso feminista o feto é uma causa. É um discurso que anestesia consciências usando uma retórica de banalização da vida humana. É uma estratégia similar ao que ocorria nos campos de concentração nazistas, nos quais os oficiais de Hitler conseguiam se divertir mesmo sendo promotores do holocausto, já que eles não compreendiam suas vítimas como seres humanos de fato.
A relação do discurso feminista com o feto é instrumental: o feto é uma bandeira da causa feminista, é uma abstração.
Para o discurso feminino o feto é uma criança, alguém que deverá ser alvo de um amor incondicional, de afeto efetivo. O feto não é uma causa, é uma pessoa tão próxima que se confunde com aquela que o gerou, alguém pertencente à intimidade da mulher.
A relação do discurso feminino com o feto é pessoal: o feto é uma pessoa que pertence a mim, que se comunica “comigo”, que precisa de mim.
Para o discurso masculino o feto é o outro homem, um semelhante. O discurso masculino compreende que os semalhantes são aqueles que dividem uma mesma estrutura de humanização, um mesmo sinal de pertença ao grupo, uma identidade. Essa identidade é partilhada por meio de ações efetivas, mais que ações afetivas. Ao semelhante se dá proteção, reconhece-se direitos e garante-se liberdade.
A relação do discurso masculino com o feto é social: o feto é um semelhante que partilha de uma identidade comum ao grupo e por isso tem os mesmos direitos que o grupo tem.
O discurso masculino é abafado na luta contra o aborto. Por quais razões?
Continua…







É pura estratégia. As feministas anti-aborto não querem que nós, homens participemos das decisões a respeito da transmissão da vida.
As feministas querem que as mulheres monopolizem o poder da transmissão da vida. Querem controlar os nascimentos sem a interferência masculina e submeter o mundo a uma nova ordem, que eu chamo de “ditadura matriarcal”.
Remédio pra isso: família cristã.
Paz e Bem!
Não é retribuição de visita porque lhe visito, bloguisticamente falando, sempre
Uma pena o robozinho não existir de fato, seria interessante vê-lo entrar em uma clínica de assassinato em massa e não deixar pedra sobre pedra.