
Sempre soube que o personagem do Wagner Moura, o Olavo, era o assassino da “gêmea má”, Taís Grimaldi (Alessandra Negrini).
Olavo não era exatamente um vilão. Ele era um bandido. Os vilões não se permitem amar/ser amados, vivem na esfera dos conflitos existenciais. Os bandidos desejam o que não lhes pertence, vivem na esfera da experiência materialista, para eles vale tudo porque nada haverá depois.
Vilões precisam fazer análise. Bandidos precisam transcender, conhecer valores e descobrir que a experiência de vida não comporta apenas o que seja material.
Vilões são ingênuos e sofrem de solidão. Bandidos são perversos e não sofrem conscientemente porque, no fundo, não se compreendem humanos de verdade.
Gosta-se de vilões porque eles conhecem bem o que seja humano e por isso sofrem. São mais complexos que heróis já que esses, em geral, devem sua existência ao acaso, a um fato repentino.
Só um bandido mataria Taís Grimaldi. É que os semelhantes se reconhecem e, dependendo do que possuem em comum, perturbam-se e colidem.
E foi assim que ele matou Taís.
A boa notícia é que estou entre os leitores do Noblat que vão concorrer a um iPod na terça-feira.







Coitado do Olavo, o grande problema dele é que nenhum partido viu o grande potencial político que ele tinha. Foi um talento que se perdeu.
Tivesse a sorte de encontrar um partido estaria rico e feliz roubando em Brasília sem precisar matar ninguém diretamente, exercendo livremente sua vocação.
Era o candidato ideal para 2010 no Brasil de dupla moral em que vivemos.
[...] José Roberto Fernandes 2) Adson França 3) Daniel Sottomaior 4) Mayana Zatz 5) Irmão Alberto 6) Wagner Moura 7) Ana Paula [...]