O que se viu nessa malfadada entrevista à rede globo foi a apresentação de um comunicador, um cantor, um filósofo, um homem qualquer. Pudemos enxergar Fábio de Melo. E só. O padre passou desapercebidamente. De comunicadores, cantores e filósofos, já basta: nós os temos em número suficiente! Precisamos de padres! Padres que são, sim, homens por natureza; mas que tiveram sua dignidade elevada pelo caráter impresso no sacramento da Ordem. Homens que não são “como quaisquer outros” porque receberam a graça e a missão de agir in persona Christi. Temos carência de ver padres que ajam, falem e – até mesmo – se vistam, em conformidade com a sua dignidade sacerdotal. – Gustavo Souza, blogueiro católico.
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O autor da carta aberta encaminhou suas dúvidas e impressões ao e-mail do Pe. Fábio de Melo e está aguarda uma resposta. A carta é longa e serve como oportunidade de reflexão para fãs ou não do padre que esteve num programa de entrevistas na semana passada.
Li. E fico feliz em saber que há pessoas que acreditam na boa intenção do padre Fábio de Melo. Na minha opinião não é possível ao padre responder à carta sem se obrigar a recolher-se e sair dos holofotes.
Ninguém é imprescindível, nem sequer por causa de seus dons. É sempre preciso saber-se distinguir entre o “som” e o “dom”.
Há pessoas, em várias condições de vida, que acreditando – demos o benefício da dúvida! – oferecer o dom, não fazem outra coisa senão arrendar o som de palavras e cantigas doces, de irreverências, de atropelos tão antigos na estrada de uma fé de 2000 anos que passariam como irrelevantes, não fosse o dom de indignar-se que muitos ainda tem motivação de colocar a serviço de todos.
Longe de qualquer arrogância, não deixa de ser intrigante como demonstrações do mais óbvio utilitarismo ainda confundem os mais piedosos, especialmente no Brasil. É um pouco triste ter que reconhecer que falta um repouso seguro aos nossos corações. Falta lideranças sérias.
Eu me pergunto, minha gente, como chegamos até aqui. Pergunto com serenidade, sem alarmismos, apenas para entender a lógica que nos deu um padre Fábio de Melo.
Não cabe a nós julgar o coração de um padre. Mas como será que ele se vê quando olha sem pressa para si mesmo? Não conheço ninguém saudável que, em encontros privados consigo mesmo, não tenha alguma inquietação pessoal.
Importa que Deus sabe quem somos. Mas também importa que saibamos quem somos… E diria, pensando alto, que há alguma importância no que as pessoas sabem que somos.
Sozinhos não somos a realidade. Por melhor que sejamos, por maior adesão que acreditemos ter à verdade, em nossos encontros privados do outro não podemos admitir que somos a realidade como se o que dissessem de nós não passasse de um olhar apressado, sempre.
Me desculpe. Mas por mais inoportuno que seja o que posso ouvir dos outros, eu decido ouvir por saber que as chances de evitá-lo e cair numa realidade que me convém são maiores que as chances de evitá-lo e me tornar alguém cada vez melhor, como prega a lógica da indústria do entretenimento, por exemplo.
Não é assim? Se entre os produtores, artistas, empresários musicais, diretores espirituais de celebridades e outros profissionais dessa indústria a ordem é produzir para o público, para a fatia que precisa do que ou de quem é oferecido como solução para a demanda desse público…
Se a ordem é trabalhar para um segmento, é claro que não importa muito o que se diz fora desse segmento. O que contraria a ansiedade do público só serve como mostra de que tudo vai bem com o projeto… Críticas são parte do jogo. É que o projeto oferecido tem que aumentar o seu público e ninguém aumenta aqui sem diminuir, virtualmente, ali.
É uma lógica que serve para os bens de consumo. E acredito, é uma lógica natural… Planejada, é óbvio. Mas não forjada.
Só não compreendo como a mesma lógica serviria a um padre. É que padres precisam ser peritos em realidade! Padres não tem outro segmento a contemplar que não o segmento humano para o qual foram enviados a anunciar o que seja universal, a salvação.
O que é universal não admite restrição a segmentos, nem por disfarce para melhor ser universal.







Fico me perguntando se você está falando do mesmo Padre Fábio de Melo que eu conheço (não pessoalmente, mas já há um bom tempinho).
Na verdade, creio que você está falando do Pe Fábio de Melo caricaturado pelos meios que insistem em reduzir as pessoas em rótulos, estereótipos…
Quem se dá o trabalho de olhá-lo além disso verá que antes de tudo ele prioriza, sim, o ser padre. Já ouvi-lo dizer, inclusive em programas de TV aberta, que se não houver espaço para o Padre, para anunciar Jesus, não é lugar para ele. Já o ouvi dizer que antes de ser artista ele é padre, que o mais importante é quem ele anuncia. Que isso é o que tem ficar.
Me pergunto se você já se deu o trabalho de olhar para sua história, olhar os passos que ele deu para ter a ‘cara’ de ir falar de Jesus, com uma linguagem diferente, sim (e o que há de errado?) na TV aberta, onde imperar tantas coisas contrárias ao que ele anuncia? Se você já se deu o trabalho de ler o que ele escreve, ou o que ele diz em seu programa na Canção Nova se há algo que contradiga a Doutrina e o Magistério da Igreja? Ou se deteve nos rótulos…
Aliás fico tentado a dizer, que seu modo de escrever tem muitas semelhanças com o dele…
Quer ele aparecesse na Tv, na revista, haveria pessoas que o veria de modo não adequado, ou não como padre, ou ainda de ‘modo sexualizado’ como você diz. Isso independe de ele aparecer na Tv!!!
Aliás, ele está ligado a um bispo, não é verdade? Ao qual ele deve obediência, na condição de sucessor dos Apóstolos. Você já ouviu dizer que seu bispo o houvesse censurado, suspenso?
Sugiro, pergunte ao bispo dele o que ele pensa a respeito do Padre Fábio de Melo!!! Será a hierarquia da Igreja dizendo o que pensa do Padre Fábio de Melo!
Abraço. Paz! Muito bom o seu blog!
Obrigado!
Boa tarde Wagner,
Concordo efusivamente com o depoimento de Caio Capelari e complemento. Dentro da religião que professamos e vivenciamos, precisamos sair do literal e praticar os atos da máxima tão bem prelecionada por Cristo: “Amar ao próximo, como a ti mesmo”que incluem o perdão e a tolerância. Dentro de nossos valores e percepções, não somos de nenhum modo, obrigados a aceitar algum ponto de vista ou atitudes de ministros de Deus, seus representantes aqui na Terra. Se não gostamos desse ou daquele representante católico, porque insistirmos em escutá-lo?? Ademais, todos nós, inclusive eles, somos humanos e passíveis de erros… Quem busca viver o evangelho em suas diretrizes divinas, sabe que não devemos julgar quem quer que seja: “Não julgueis, para não sedes julgados”. Esse atributo de julgar, não nos compete! A palavra proferida tem muito peso e valor! Ainda mais quando articulada inconsequentemente, e sem qualquer compromisso, com a caridade! Principalmente, se a intenção é expor o nosso próximo, infringindo dessa forma, a Lei Maior! Não falaria isso a um ateu ou agnóstico. Não faria sentido. Falo sim pra quem é católico e cristão, e busca vivenciar o evangelho! Portanto, vamos fazer o que devemos: Estudar, praticar, orar e vigiar! Eis aí o exercício diário de um verdadeiro cristão! É muito válido que você, antes de postar algum depoimento sobre alguém público, investigue, busque informações a respeito, para que se evitem comentários infelizes… Que Deus nos abençoe e tenha misericórdia de nossa pequenez e de nossas limitações! E que todos os representantes da nossa Igreja Católica, sejam iluminados e fortalecidos na responsabilidade que Deus os delegou! A propósito, seu blog é de muito bom gosto! Você está de parabéns! Mas canalize seu potencial intelectual para finalidades positivas. Reflita que assim, você vai estar ajudando muitas pessoas! Pense nisso!
Abraços,
A mim está claro que não podemos julgar o que não vemos ou falar do que não sabemos. Mas do que vemos e sabemos – do que nos fazem saber com anúncios públicos, especialmente – temos não somente o direito de julgar, mas o dever intelectual de fazê-lo. Não expomos aqui o Pe. Fábio de Melo, mas contamos o que ele mesmo expõe sobre si e vemos que isso causa mal estar em muitas pessoas. Podem sobrar motivos para desqualificar as críticas, mas ainda não vi uma razão sequer para tanto. Também não estamos diante de uma situação de gosto pessoal… Mas de convicções, diria, de cunho moral. Não de moralismos estéricos, puritanos – esses ficam a cargo da maioria de fãs do padre que não toleram o que seja diferente dele mesmo, como se pudessem ao menos compreendê-lo. A moral que nos referimos é aquela que nos dá a referência do certo e do errado, que identifica transgressões e que é capaz de dizer se são aceitáveis, capaz de medir seus graus, capaz simplesmente de enxergar. A falta de nitidez, o grande embaraço que o assunto causa entre católicos, são frutos do que se quer chamar de evangelização do padre artista, a quem Deus não recusa Sua graça.
…Realmente foi lastimavel o comentario do Pedre. Nós, aqui na comunidade, estamos enfrentando maior barra sobre estes comentários. Visões que tínhamos e defendíamos em relação aos ditames do direito, leis…, digo, documentos dos santos padres. Hoje são questionados mais que nunca por atos impensados de pessoas que aludem o próprio ponto de vista, mesmo os consagrado. Será isto normal? E a Igreja? O que até hoje foi ensinado? Faço minhas as palavras do Gustavo: deve moldar-se aos encinamentos do mundo?
Interessante os argumentos aqui psotados. Alguns dizem: “voce precisa cohecer melhor a Igreja”. kkkkkk – só rindo mesmo – o cara quer dizer – conhecer a igreja que ele acha que devemos conhecer – Nao é o bastante e suficiente conhecer a Biblia e os documentos do Vaticano II? Claro que estão cheios de inveja porque nunca veremos o unico e que basta bispo tradicionalista na TV até porque ninguem quer saber desse tradicionalismo doentio cheio de saudozismo prato cheio para aqueles que esocndem suas mazelas porque nao as tem coragem de expo-las e trabalah-las – dioturnamente debruçam sobre temas superados e sobre padres que falam ao coração das pessoas como o querido padre Fábio para vomitarem sua verborreia fruto de pessoas que não se sustentam a si proprias e que fazem dos dogmas e tradições suas pseudo seguranças. Porque? Por que estão cegas e cheias de incompreensões. Cheias de inflexibilidade, que nao é relativismo. Preceitos e ritos. Jesus enfrentou isso dos mais ortodoxos de sua época não iria sofrer o padre que tem a coragem de ser quem é e nesse ser autentico, sem mascaras poder verdadeiramente ajudar, ser irmao e pastor de milhoes? Fiquem quem quiser com os rituais, com o latim, com as pompas liturgicas que como o manipulo usado pelos tradicionalistas nas celebrações eucaristicas como um adorno paremental que nao serve pra nada a nao ser de enfeite, que sejam entao os tradicionalistas como que enfeites afinal precisamos de enfeites, ams que nao sejam muitos para nao poluir o ambiente kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Oi, Carlos! Estou ansioso pela sua imitação de borboleta. A imitação do cavalo foi perfeita. Só uma consideração: rir de tudo é desespero. Há sempre ajuda ao alcance de quem procura!